2. Lage Dupla para Jardim (LDJ2)
(Modelo de 2 m de vão livre)

 
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1. O que é uma LDJ
1 CONCEITO: -- A Lage Dupla para Jardim (fig 1) tem este nome porque essencialmente ela é constituida por duas lages (fig 1-3), colocadas uma em cima da outra, separadas por uma determinada altura h. Na lage superior situa-se o piso de superficie do jardim com sua vegetação, enquanto que na lage debaixo situa-se o piso que suporta os vasos-container (fig 1-2) e sistema de calhas que permite o escoamento natural da água de irrigação e precipitação normal da chuva. A fig 1-3 mostra nitidamente as duas lages separadas uma da outra, isto permite que a altura entre elas seja regulada e determinada em função das raízes das plantas ou arvores que forem plantadas sobre ela. Nas arvores de raizes pivotantes a altura entre as duas lages (profundidade) tem que ser maior, enquanto nas raizes do tipo radial a altura pode ser bem menor. O uso de LDJ na forma de módulos (fig 1), por sua vez, permite que no piso de um mesmo jardim este possa ter diferentes profundidades, de tal modo que só tenha maior profundidade onde realmente o jardim tiver arvores maiores.. No projeto de uma torre de jardim isto é muito importante, pois permite a criação de espaços aéreos entre os andares dos jardins com muito maior facilidade.
2. VÂO LIVRE:
-- O vão livre de alguns modelos básicos são tão altos que quase equivalem a altura de um apartamento. O principal objetivo dos vãos livres elevados numa LDJ é permitir o desenvolvimento normal das raizes da arvore que ele vai conter. Para entender este extremismo é preciso entender que o que queremos neste caso, não é construir uma torre somente para o plantio de gramas ou pequenas folhagens, mas e sim capaz de permitir o plantio de árvores de pequeno a médio porte, tais como de arvores frutiferas (laranjeira, bergamoteira, ameixeira, pessegueiro, por exemplo), bem como arvores de outras espécies tais como de coníferas e de palmeiras. O vão livre do modelo acima é de 2m de altura.

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3. OBJETIVO: -
O objetivo de tal desafio é permitir que seja possivel plantar mudas de qualquer tipo de arvore, possibilitando assim que que se possa contar com recursos paisagisticos e ambientais muito mais poderosos. De um modo geral, pode-se dizer que 90% das espécies de árvores podem ser plantadas e mantidas satisfatoriamente num vaso ou cavidade formada por um cubo de 2 m de lato. Num cubo de 2m de aresta cabe um volume de 8 m3 de terra (equivale a uma caixa de 8 mil litros), o que é mais do que suficiente para seu pleno sustento e desenvolvimento.
4. AREA EFETIVA DOS JARDINS:
As figuras acima mostram o modulo basico com o qual um jardim é criado; para criar uma area verde qualquer, é preciso utlizar tantos modulos quanto forem necessario. Cada módulo propicia uma área verde efetiva de 2,5m de largura por 4,7 m, correspondente a uma area de aproximadamente 12 m2. Como padrão, usa-se 4 módulos por apartamento, o que corresponde a um jardim de 48m2 de area verde efetiva por apartameto.
AREA TOTAL AO AR LIVRE:: Contando-se a área das sacadas, obtem-se a área total do pátio que fica ao ar livre, e que num jardim de 4 módulos corresponde a 4 módulos x 2,5m x 6,7m, totalizando 67m2. A esta área ainda se pode contar com a área do corredor interno (cap 14)
5. ORIGEM:
A Lage Dupla para Jardim é derivada da LD comum para Residencia e do conceito de Loteamento Vertical, um tipo de apartamento vendido na forma de "lote", o qual permite construir um imovel como se fosse um terreno, tendo por consequencia a possibilidade de criação de áreas verdes em torno dele, no mesmo plano ou andar em que se situa.. O piso duplo para jardim, contudo, tem uma diferenca determinante: enquanto na LD residencial basta fabrica-la com um vao livre que tenha uma altura constante de 20 cm (havendo até alguns modelos à venda no comércio), para instalação e passagem da rede sanitária, numa LDJ o mesmo vão livre precisa ser muito maior e pode variar desde uma altura minima de 20 cm, ate uma altura de 2 m ou mais.
   
2. SISTEMA RADICULAR DAS ARVORES
Basicamente há dois tipos de raizes; os tipos radiais e os tipos pivotantes.
 


raízes radiais


raizes pivotantes


Raizes na LDJ

1 -- SISTEMA RADIAL: São raízes que produz grande ramificação á sua volta podendo se estender num raio de 5 m, mas avançando muito pouco no sentido de sua profundidade, descendo apenas 1 m ou mais para baixo da terra. A raiz da figura é de um Eucalipto (Eucalýptus deglupta)
2 -- SISTEMA PIVOTANTE: São raizes que tem a forma de uma ponta de lapis e avançam mais para baixo, como se fosse uma lança, descendo ate 2 ou mais metros de profundidade, ao longo da descida partem raizes menores para os lados estendendo por um raio de aproximadamente 1 m a 2 m. A raiz da fig 2 é da Andiroba (Carapa guianensis)
A fig 3 mostra o crescimento e desenvolvimento normal das raizes de uma árvore dentro da lage dupla para jardim.

ADAPTABILIDADE: Mesmo árvores de raizes muito longas, no plano horizontal, podem se desenvolver normalmente num vaso cubico de 2 m de aresta, pois as raizes em geral sempre tendem a crescer e seguir na direção de onde pode encontrar os nutrientes de que precisa. No solo normal a árvore aproveita apenas uma parte (20% ou 30%) do espaço cubico ocupado por ela no subsolo, isto quer dizer que podemos criar a mesma arvore num espaco menor obrigando-a a buscar nutrientes nas areas nao ocupadas normalmente pela raiz. Num vaso de 1 m de raio, uma arvore que normalmente produza raizes de ate 3 m de comprimento, na horizontal, pode ser obrigada a mudar de caminho e mergulhar o excedente de 2 m de raizes horizontais, para baixo, onde pode encontrar do mesmo modo os nutrientes que precisa. O importante a considerar, no entanto, é que o vaso de contenção lhe dê liberdade para garantir que pelo menos 70% de suas raizes sigam seu caminho natural (para os lados ou para baixo) sem empecilho.
ALTURA DAS ARVORES: O vaso cúbico de 2 m de aresta permite o plantio de arvores que venham a ter até 5 a 9 m de altura, sem nenhum problema. Para que seja possivel o plantio das arvores mais altas, basta aumentr a distancia entre as duas lages, mas esta definição tem que ser feita já na fase de projeto, pois depois de montados, a altura dos módulos não pode ser aumentada, simplesmente aumentando a altura num módulo, pelo fato de que isto poderia diminuir o espaço aereo (teto) dos jardins vizinhos, situados logo abaixo dele. Como se pode ver no link "O que é", quando da montagem dos jardins um em cima do outro, é de vital importancia que se preveja e se respeite que haja um determinado pé direito (altura livre interna) entre eles, e que varia de um minimo de 3 m a até 6 m a 9m, dependendo do seu planejamento.
COMPONENTES DE UMA LDJ DE 2 M DE ALTURA
3. ESTRUTURAS MONOBLOCOS

Lage A: Base do piso superior
 
Lage B: Base das Calhas C e D e de apoio dos vasos-container
 
1. COMPONENTES: A lage dupla padrão, com vão de 2m de altura é desmembrada em duas partes; uma contendo a estrutura para montagem do piso do jardim e da sacada (fig 1), e outra para montagem da parte subtarranea do jardim e da sacada (fig 3. Estas duas estruturas podem ter seus respectivos componentes (vigas, calhas e estrados), fundidos numa única peça. Deste modo tem-se um sistema de calha robusto e autoportante.
2. IMPERMEABILIZAÇÂO
Antes de sua montagem final, o piso de cada calha é devidamente impermeabilizado (áreas em azul) para resistir ao constante tráfego de água e impregnação da umidade. O sistema de impermeabilização a ser adotado é o de pintura com um impermeável, manta asfaltica ou vitrificação.
 
4. PISO A
Fig 1: PISO A: Situa-se na área ocupada pelos bocais dos vasos-container, após preenchidos com pedregulhos e terra se constituem na área de terra do jardim, podendo ser cavado e utilizado para o plantio normal das plantas desejadas.
Fig 2. ABERTURAS DE 2 M: Piso A contendo lages com aberturas para vasos de 2 m de diametro
Fig 3. ABERTURAS DE 1 M: Piso A contendo lages com aberturas para vasos de 1 m de diametro
No caso de uso de vasos do tipo cubico, não há necessidade de lages com aberturas, como sua superficie é toda de terra, eles podem simplesmente ser cobertos por gramas em torno das plantas ou áreas não plantadas.
 
5. PISO B
Fig 1. PISO DA SACADA: Situa-se no piso superior, na parte que serve de sacada do jardim (entre a mureta e o piso A). Esta área não contém terra, sendo apenas um espaço cimentado destinado a circulação pelo jardim. O piso B tem também a função de servir como um recuo, para que as plantas nao fiquem na beirada da sacada. Com isto a maior parte das folhas e galhos se limitarão a crescer e a cair no jardim.
Fig 2. PISO E CALHA B: Vista em perfil do piso B e do piso inclinado da calha B, sob ele
Fig 3. RECUO DO JARDIM: A sacada de 2,2m de largura, tem diversas funções; serve para manter as árvores a uma certa distancia segura da beirada. Isto é necessário primeiro para que as folhas não caiam diretamente para o térreo, e também para que seus galhos não ultrapassem o muro de proteção, o que poderia tornar inviável sua manutenção (podas) numa área de risco, bem como perigoso em caso de quebra dos galhos pelo vento, numa tempestade, por exemplo. Ficando na zona mais central dos lotes, as arvores tendem a deixar seus galhos e folhas cairem direto no seu próprio jardim ou local de plantio do andar em que estivrem.. A fig 3 mostra a area de sacada de cada módulo com suas mureta de proteção (nas lages A e B) No lado oposto ao da sacada situa-se um corredor interno, que não aparece nesta figura, porque este faz parte da estrutura da torre montante..
6. SISTEMAS DE CALHAS
   
As figs 1 e 2 mostram os tres tipos de calhas da LDJ, quanto a sua localização; a Calha B, situa-se sob o piso da sacada, a Calha C sob o piso do jardim e a calha D sob o piso da sacada mais embaixo. A água que escorre das calhas B e C escoam naturalmente por gravidade para um ponto comum constituido pela Calha D. A Calha D, portanto exerce função de calha coletora de toda a água da chuva que cai sobre cada módulo. As calhas portanto, fazem parte da rede pluvial, funcionando como rede pluvial primaria, sem o uso de tubulações, utilizando-se somente do caimento natural da ãgua pelos planos inclinados até chegar a rede pluvial secundaria, formada então por canos de pvc, que as conduzirão para um reservatório para uso posterior..
CALHA C - Modelo 1: De caimento longitudinal
fig 1. CALHA C e D: As vigas da lage B são integradas ao piso inclinado que forma a calha C e ao piso plano em forma de leito de rio que forma a calha D, no momento da premoldagem deste componente.
fig 2. ESTRIAS DE ESCOAMENTO : Sobre a superficie da calha C são colocados varias vigotas menores, em sentido paralelo e equidistantes uma da outra de modo a formar uma especie de "estria" que tem a dupla função de permitir o apoio direto dos vasos-container e também de valetas para o escoamento natural da água que sair do vaso, por gravidade, caindo entre os filetes abertos formados pelas vigotas de modo a cair na calha C e dali escoar para a calha D, de onde então a água excedente é captada por uma tubulação que a leva para as caixas de armazenagem de água. As estrias também podem ser moldadas de uma só vez, junto com as vigas e calhas de modo a formar uma única peça.
fig 3. ESTRADO: As vigas possuem ranhuras em suas laterias internas que permitem o encaixe de vigotas transversais menores que funcionam como um segundo estrado, servindo de apoio dos vasos containers.
Fig 4:
Lage B vista com a calha C mais o estrado
Fig 5: Vista lateral da calha C com as vigotas do estrado apoiadas sobre as vigotas da estriagem. Ve-se também a forma como o sistema de calhas integra-se a viga da lage B. Observe como o piso da calha C possui um acentuado plano inclinado em direção à calha D. Neste tipo de LDJ quanto maior o comprimento maior a altura e espaço ocupado pelo plano imclinado. A vantagem deste sistema é sua simplicidade e impossibilidade de qualquer acúmulo de água em sua superficie, pois qualquer água que cai sobre ele rola diretamente para o leito da calha D..
Fig 6: Vista de cima, da lage B.
Fig 7: CANALETAS DE ESCOAMENTO: Vista de frente das canaletas de escoamento de água formada pelas vigotas da Estria fundidas ao piso inclinado da calha C. Sobre a estria situa-se um estrado opcional.
Fig 8: VASO SEMI HIDROPÔNICO: Montagem final da Lage B, com a montagem do vaso-container de formato cúbico, com o uso de paineis de concreto ou plastico vazado, sobre uma grelha que funciona como fundo do vaso e piso de retenção da primeira camada de substrato do mesmo. A primeira camada de substrato pode ser uma camada de 20 cm de altura de pedra britada ou de pedrículas de cinasita (argila expandida).
CALHA C - Modelo 2: De caimento lateral

Fig 1

Fig 2

Fig 3

Fig 4

Fig 1: CALHA DE CAIMENTO LATERAL: Este tipo de calha tem a grande vantagem de permitir que se obtenha jardins com comprimentos maiores em seu sentido longitudinal, já que o plano inclinado se mantem com o mesmo grau de inclinação e mesma altura ao longo de qualquer comprimento.
Fig 2. Vista frontal, das lages A e B, bem como do formato da calha C; a água que escoa dos vasos cai no piso inclinado e dali segue para o leito de condução na parte mais baixa, seguindo até desembocar no leito da calha D.
Fig 3. Vista geral e interna de uma LDJ2 com os vasos sobre o sistema de calhas de caimento lateral.

Calha B
   
Situa-se do lado da sacada formada pelo piso B (2,5x2,2), ele tambem é inclinado para o lado da Calha D, de tal modo que toda agua pluvial da chuva que vazar do Piso B, escoa para a Calha D, através de uma calha de pvc que canaliza a água ate o piso da calha D..
Calha D
 
Serve de calha coletora de água das calhas C e B. Tambem é utilizado para a passagem dos tubos coletores, de esgotos e demais encanamentos até os tubos de esgoto de descida.
       
7. VIGAS DA LAGE A

Vigas da lage A

As vigas são integradas a lage A

Seção das vigas do módulo
 
As vigas que sustentam as estruturas monoblocos são projetadas para vencer um vão livre de 5 m e servem de apoio direto para os pisos A e C. A fig mostra a seção das 6 vigas que compoem cada módulo. A carga principal é suportada pelas 3 vigas debaixo, que fazem parte da calha C, pois é sobre este piso que são apoiados todos os vasos com seus respectivos enchimento de terra e cultivo de plantas. Leva-se tambem em consideração o peso adicional e eventual da absorção e transito da água da chuva, que pode duplicar o peso total do sistema vaso-terra-planta, durante uma enxurrada. A água que cai sobre a sacada é rapidamente escoada e não chega a se acumular.
8. VIGAS DA LAGE B
   
fig 1 VIGAS: As vigas da Lage B da LDJ2 são projetadas para sustentar a maior parta da carga da LDJ2 propriamente dita, uma vez que é sobre a estrutura que fica integrada a ela (calha C, estrados, vasos, terra e plantas) que se concentra a maior parte do peso total fixo e pontual da LDJ2. A lage B é sustentada por 3 vigas paralelas e distantes lateralmente a aproximadamente 1 m uma da outra. Elas possuem uma altura bem mair que as vigas da lage A.
fig 2: CALHA C e D: As vigas da lage B são integradas ao piso inclinado que forma a calha C e ao piso plano em forma de leito de rio que forma a calha D, no momento da premoldagem deste componente.
9. BASE DA MURETA
   
Fig 1: BASE DA MURETA: É uma viga integrada ao monobloco que serve para encaixar a Mureta ou Gradil de Proteção da sacada.
Fig 2: PISO B:
Vista do piso B, que forma a base da parte da sacada em cada módulo de LDJ2.
10: MURETAS DE PROTEÇÂO E GRADIL
 
Fig 1: MURETA DE CONCRETO: É o muro de proteção da sacada, possui 1 m de altura. Quando totalmente colocados a mureta cerca todo o lote ou apartamento, como se fossem os muros da divisa de um terreno convencional (daí chamarmos o espaço destinado aos apartamentos ou jardins, de lotes).
Fig 2. MURETA DE GRADIL: Mureta feita de espelhos de madeira e peitoril, fixadas em sólidas colunetas de metal soldadas a vigota que serve de base da mureta e união entre as vigas da Lage A.
APLICAÇÃO
11. CRIAÇÂO DE AREAS VERDES EDIFICADAS

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EXEMPLO
1. CRIAÇÂO DE LOTES PARA JARDINS
Fig 1. JARDIM PADRÃO DE 67 M2: Construção de um jardim de 10 m x 6,7 m acessado por uma sacada de 2,2 m de largura.Este jardim é feito com a união de 2 modulos de jardins de 2m de profundidade (LDJ2), com mais 2 módulos de jardins de 1,5 m de profundidade (LDJ1)., com 4 modulos de 2,5 m de largura, totalizando uma frente de 10 m de largura. Nos dois primeiros modulos (da esquerda para a direita) de 2m planta-se as arvores maiores (de raizes mais extensas) e nos dois ultmos modulos as arvores de raizes mais superficiais (palmeiras, coqueiros), arbustos, folhagens e grama.
Fig 2: TORRE MONTANTE: O montante da torre verde nada mais é que a estrutura em concreto armado da torre que vai conter as vigas de apoio, o corredor interno, e os cercados laterais dos andares ocupados por pisos de passagem intermediários que ficam intercalados entre os pisos de jardins principais. Esta torre é feita do modo convencional e não de elementos premoldados pelo fato de precisar ter maior altura e por isto ter que ser suficientemente mais coesa e segura.
Fig 3: MONTAGEM DOS MODULOS NA TORRE: Vê-se o mesmo conjunto de 4 módulos de jardins mostrados na fig 1, já montados na torre montante, formando assim a Torre Verde completa.

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fig 4 Mostra a frente de um jardim composto por 2 modulos de 2m de altura e mais 2 modulos mais finos de apenas 1,5 m de altura. A largura util total da frente do jardim é de 10 m (os espaços intermediarios de 22cm entre as colunas não é contado). Observe que o teto do jardim do andar debaixo varia conforme a profundidade ou descida dos módulos do andar de cima.
fig 5. Os mesmos jardins vistos de lado, possuem 6,7 m da sacada até o corredor interno que tem mais 1,5 m.
fig 6. Nesta figura vista em outro angulo, pode-se ver o jardim principal e o piso de passagem logo acima. O piso de passagem tem metade de sua area vazada para a passagem das arvores mais altas e a outra metade por modulos do tipo LDJ1 que permite o pantio de arvores de pequeno porte, ate 3 m de altura.
12. CORREDOR INTERNO DE MANUTENÇÂO (CI)

Fig 14-1

Fig 2

Fig 3

Fig 4
Fig 1. CORREDOR INTERNO: O corredor interno (CI) situa-se do lado oposto ao da sacada e funciona como os fundos do jardim, este corredor alem de tambem servir de acesso e recuo da área plantável, tem a principal função de servir de local de armazenagem de toda água que tiver sido captada escoada ou drenada dos vasos das plantas. A água excedente fica então guardada em caixas d'água ao longo do corredor em pedestais próprios e estratégicamente colocados.Ele se torna um corredor interno quando serve de fundos para dois jardins, como é mostrado no exemplo da torre verde dupla. Nesta figura ve-se as vigas de apoio dos pisos intermediários que visam dar maior teto ao piso debaixo e se parecem com uma ponte (P) pelo fato do jardim em seu andar ser acessado por um pequeno corredor aéreo que parece uma ponte.
fig 2. TORRE VERDE DUPLA: pode-se ver duas torres verdes, a torre da esquerda é dupla, pois possue duas frentes, de tal modo que em seu centro forma-se de modo natural, um corredor interno que serve as duas torres verdes.
fig 3. TORRE VERDE + EDIFICIO: No lado direito da fig 1 tem-se uma torre verde simples, os fundos desta torre (neste caso) liga-se ao hall do edificio (fig2) razão pelo qual não há problemas com relação a recuos deste lado de cada jardim. A fig mostra os andares do corredor interno da torre verde unitaria situado do lado esquerdo.

Fig 4

Fig 5

Fig 6
 
fig 4. RESERVATÓRIOS DE AGUA: Ve-se duas caixas de água com suas respectivas tubulações assentadas no corredor interno de um piso intermediario (P). O sistema pluvial, de drenagem e irrigação é mostrado em mais detalhes no link "3. Redes pluvial, de drenagem e irrigação".
Fig 5. Vista de frente, do corredor interno (ci) formada pela junção entre duas torres verdes. A largura e existência do Corredor Interno é determinada no momento do projeto da torre montante (14-1).
Fig 6. ELEVADOR DE MANUTENÇÂO A torre que se sobressai da torre verde dupla é a do poço de elevador, que tem um elevador rustico tipo monta-carga para o transporte de plantas e insumos bem como de lixos provenientes de folhas e galhos caidos, podas, e limpezas feitas nos jardins de um modo geral. No topo do poço do elevador situa-se sua casa de máquina. O acesso ao elevador é feito a partir do corredor interno e dalí até uma pequena sacada que fica defronte a porta do elevador, colocada nos andares de cada jardim.
13. VASOS SEMI HIDROPONICOS

1. Vasos de formato cubico (máximo aproveitamento do espaço)


2.Vaso redondo, transportavel (possibilidade de reacomodação das plantas no jardim)

Os vasos para plantios, de preferencia deverão ter o formato cúbico ou retangular, devido ao maior aproveitamento de espaço e facilidade em sua construção. Mas em projetos especiais, pode-se utlizar vasos de plastico do tipo convencional, desde que tenham volume suficiente para o desenvolvimento normal das plantas.

3.

4.
   
O preenchimento dos vasos pode ser feito tanto de terra natural, como pode ser feito por um sistema misto que utilize o principio da hidroponia com o sistema convencional, ja que não se conhece nenhum sistema puramente hidroponico para o plantio e desenvolvimento de árvores. O uso de técnicas de hidroponia mista pode reduzir o peso dos substratos, "terra" dos vasos, em até 50%, tendo a mesma eficiencia de um solo 100% de terra. Em outra área trataremos da parte de substratos. Em princípio, porém, os substratos devem, na pratica, ser constoituido do mesmo tipo e quantidade de terra utilizada pelas árvores em seu solo de origem, isto é, ser identico ao do solo em terra. O fato do solo ser selecionado e previamente estudado, antes do envase, ´permite que possa ser desverminado e corrigido em seus componentes minerais, permitindo que a planta, adulta ou em muda, a ser colocada no vaso, possa ser plantada dentro das melhores condições de desenvolvimento possíveis.
14. CUSTO/BENEFÍCIO
       
1-ECONOMICAMENTE VIAVEL: Os beneficios de se ter um jardim à porta de um apartamento são evidentes, e os custos apesar de ainda desconhecidos, em seu sentido mais amplo, devem normalmente ser bem baixos, pelo menos na sua parte construtiva, devendo muito se aproximar ao custo do m2 do que custaria a construção de um pavilhão industrial feito de componentes de concreto premoldado. Ao seu preco total obviamente deve ser acrescentado os custos da instalação de um elevador monta-carga, e dos sistemas de rede pluvial, de drenagem e de irrigação. Na maioria dos casos o gasto com a implementação efetiva do jardim fica a cargo de cada proprietario, por isto em principio estas despesas com o plantio e instalaçao pluvial e hidraulica, não deve ficar a cargo da construtora. A construtira só deve obviamente entregar a estrutura de concreto armado da torre verde já pronta para seu uso. Neste caso como foi dito, a estrutura de concreto da torre verde em si não deve custar mais do que o m2 de um pavilhão industrial, o que geralmente custa apenas 25% do custo do m2 de um apartamento convencional já pronto para morar.
2-MAIOR CONVÍVIO COM A NATUREZA: A rotina do morador que tenha comprado um apartamento conjugado a um jardim, no entanto, deve ser bem diferente ao do morador de um apartamento sem jardim, pois o morador que tiver um jardim para cuidar, terá uma rotina e um tipo de vida muito semelhante ao de uma casa com terreno. Terá uma vida mais saudável, ativa e mais bela, junto com a natureza, terá um pouco mais de despesa talvez, mas o retorno será sempre bem maior. Pode ser uma ótima alternativa para quem gostaria de viver mais perto da natureza e só pode faze-lo nos fins de semana, ou mesmo ainda para aqueles que nem sítio ou fazenda possuem ou podem ter.
3-EFEITO ANTIPOLUIÇÂO
Outra vantagem inegavel e já comprovada é que em áreas que possuem bastante área verde com árvores, o ar circundante tende a ser muito menos poluido, pois as árvores consomem grande quantidade de gás carbonico. O que para o organismo humano seria tóxico para as plantas é um importante alimento que faz parte de sua cadeia alimentar e das reações quimicas que dão origem ao processo da fotossíntese. Em outras palavras, aquela particulas de dióxido de carbono e metais que um morador normalmente acabaria inspirando através da respiração, pode ser interceptada primeiro pelas folhas das árvores e assim proteger o aparelho respiratório humano.
4-RESGATE AMBIENTAL
NA CIDADE: Outra vantagem é que as torres verdes pela sua grande quantidade de vegetacao aérea, tendem a devolver o espaço ocupado pelo urbanismo, quase que a mesma área desmatada para a construção dos edificios residenciais, deste modo devolve-se em boa parte, o ambiente natural de convivio e sobrevivência dos pássaros e insetos inofensivos e úteis que existiam antes. É uma boa forma de começar a preservar a natureza, através da devolução das áreas verdes derrubadas com a construção de torrres verdes.
NAS FLORESTAS OU NOS DESERTOS: Uma Torre Verde é uma construção e um abrigo tão autônomo e natural para as plantas de qualquer tipo e porte, que pode-se construir várias unidades em áreas de preservação ambiental, onde já tenha havido um desmatamento muito grande, de tal modo que várias espécies botânicas podem se desenvolver sem nenhuma intervenção humana. Com um grande número de árvores nativas crescendo e mantendo-se intocada pode-se criar novas "matas-virgens" que podem atrair e servir de abrigo para a fauna original que assim pode voltar a contar com seu habitat natural e meios de se alimentar e reproduzir. Mantidos em torres verdes, tanto as planrtas como a fauna local, podem se manter mais protegidos pelo fato de estarem mais isoladas do homem e de outros predadores naturais. Neste caso as Torres Verdes não seriam utilizadas como jardins, e sim como uma área fechada, para proteção e desenvolvimento livre de seus espécimes vegetais e animais. O único pessoal com permissão para entrar em seus dominios seria o dos cientistas, agronomos e zoobotânicos, que entrariam ali apenas para acompanhar o crescimento das plantas e verificar de que forma uma Torre Verde seria tomada pela natureza ou a ela procuraria se adaptar. Quais espécies melhor se adaptariam, cresceriam e viveriam normalmente num ambiente elevado autosustentável.
 

FUNDAÇÔES/CARGAS TOTAIS
Abaixo é descrito em linhas gerais, um dos parâmetro mais importante a ser levado em conta no cálculo de cargas de uma Torre Verde, além daqueles comuns às estruturas de concreto armado convencionais.

Os cálculos para previsão de cargas totais a ser suportadas pelas fundações.devem ser feitas, no caso especifico das massas de água circulante, utilizando-se como base de carga os vasos contendo 100% do seu volume interno em água, isto é, supondo-se um substrato de 1000 kg/m3. A terra de solo, na realidade tem uma densidade variável, girando em torno de 300 kg/m3, quando seca. No caso dos vasos ficarem diretamente exposto a chuva, sem nenhum regulador de entrada de água da chuva pelo bocal do vaso, a terra ficará encharcada por algumas horas, podendo considerar que 90% do espaço vazio dentro do solo, pode ser ocupado temporariamente pela água. Toda água acumulada é drenada naturalmente, por gravidade e pelo sistema de drenagem, de modo a escoar o excesso, para tanques de armazenagem, mas como isto pode levar algum tempo, as fundações devem suportar determinado pico de sobrecarga com segurança, até os vasos voltarem a seu peso e umidade normal. O peso total a ser suportado, em massa de água, deve ser duas vezes a 2,2 vezes o volume total dos vasos de plantio; uma vez correspondendo a carga acidental da agua de passagem pelo vaso, e mais um volume igual correspondendo ao volume de água contido nos tanques de armazenagem permanente. O excesso de água que não pode ser armazenado se os tanques já estiverem cheio, correspondente a 0,2 vezes do volume total dos vasos, deve ser escoado diretamente para a rua, através da rede pluvial. O volume de água acidental que escoa temporariamente pelas sacadas e tubulações, tende a ser apenas 20% ao do volume total dos tanques, porque neste caso não existe pontos de acumulação de água. O volume de 0,2 vezes o volume total, corresponde somente à agua retida nas superficies que ficam temporariamente molhadas ou em laminas de água em escoamento, numa Torre Verde; sacadas, colunas, redes pluviais e águas sobre as folhagens e gramas, feitas pela chuva. Dados mais precisos e abrangentes são demonstrados em um demonstartivo técnico á parte.

       
Planta-Baixa da Torre Verde
Veja na planta de um modelo de Torre para Jardim sob o principo de "lotes" propiciado em grande parte pelo uso de lage dupla para jardim.

 

Referencias:

O desenho das raizes de árvores, mostradas para efeito comparativos de arvores de grande porte, ate 10 m de altura média, foram tiradas do estudo:

"DISTRIBUIÇÃO RADICULAR DE ESPÉCIES FLORESTAIS PLANTADAS NA REGIÃO
DE MANAUS, A M A Z Ô N I A"

-LUÍS MAURO S. MAGALHÃES
Dr. Prof. Adjunto, DCA - IF - UFRRJ
WINFRIED E. HUBERT BLUM
Dr. Prof. Catedrático, Univ. Für Bodenkultur, Viena, Austria
v. 7, n.1, p.93 - 103, jan./dez. 2000

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